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MSF apresenta queixa por difamação contra grupo britânico de extrema direita
Extrema Direita

MSF apresenta queixa por difamação contra grupo britânico de extrema direita

A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) apresentou uma queixa por difamação contra um grupo britânico de extrema direita depois que uma de suas equipes foi verbalmente atacada no norte da França no ano passado, enquanto retornava de uma missão de assistência a migrantes

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Via RFI

Tempo de leitura: 3 minutos.

A organização disse que o incidente aconteceu em 5 de dezembro, perto de Grand-Fort-Philippe, quando funcionários retornavam de uma missão médica de assistência a pessoas que haviam sobrevivido a tentativas de atravessar o Canal da Mancha.

A Médecins Sans Frontières (MSF) afirmou que três ativistas que alegavam pertencer ao movimento britânico de extrema direita Raise The Colours abordaram a equipe e gritaram insultos.

“Esses indivíduos se aproximaram dos membros da equipe da MSF de maneira ameaçadora, gritando insultos e fazendo declarações difamatórias e falsas sobre a organização”, afirmou a MSF.

O confronto foi filmado pelos ativistas e publicado nas contas do grupo nas redes sociais.

“Essas imagens desencadearam inúmeras mensagens de ódio e ameaças dirigidas contra exilados e trabalhadores humanitários”, disse a MSF. A organização acrescentou que apresentou uma queixa judicial em um tribunal de Paris.

As autoridades francesas também abriram investigações sobre as atividades do Raise The Colours.

Em 23 de janeiro, chefes de polícia no norte da França proibiram uma manifestação organizada por ativistas do grupo. A polícia afirmou que suas ações faziam parte de uma ideologia xenófoba e anti-imigração e representavam um risco à ordem pública.

Em meados de janeiro, a polícia do Reino Unido proibiu 10 ativistas do movimento de entrar na França.

Clima de hostilidade

Camille Niel, chefe da missão da MSF na França, disse que o incidente reflete um clima mais amplo em torno da migração.

“A repetição desses atos está enraizada em um clima de impunidade alimentado por discursos e políticas migratórias que promovem a estigmatização, a rejeição e o ódio, em detrimento da saúde física e psicológica das pessoas exiladas”, disse Niel.

A Médecins Sans Frontières foi fundada em Paris em dezembro de 1971 para fornecer cuidados médicos humanitários.

Em 2019, a organização atuava em 70 países com mais de 35 mil funcionários, a maioria médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde locais.

Técnicos de logística, engenheiros de água e saneamento e administradores também trabalham para o grupo, que recebe a maior parte de seu financiamento de doadores privados.

Em janeiro, Israel confirmou que suspenderia as licenças de 37 organizações humanitárias internacionais, incluindo a Médecins Sans Frontières, que atuavam na Faixa de Gaza.

As autoridades israelenses acusaram os grupos de não fornecerem listas com os nomes de seus funcionários, exigidas por razões de segurança.

A MSF classificou a exigência como uma “intrusão escandalosa”. Israel afirmou que a medida era necessária para impedir que jihadistas se infiltrassem em organizações humanitárias.

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