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O precariado, a extrema direita e o “ditador mais legal do mundo”
Extrema Direita

O precariado, a extrema direita e o “ditador mais legal do mundo”

Nayib Bukele, de El Salvador, tem um índice de aprovação de 94%, apoia penas de prisão perpétua para crianças de 12 anos e já encarcerou mais de 3 mil menores

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Via Open Democracy

Tempo de leitura: 3 minutos.

O autoproclamado “ditador mais legal do mundo”, Nayib Bukele, de El Salvador, tem um índice de aprovação de 94%, apoia penas de prisão perpétua para crianças de 12 anos e já encarcerou mais de 3 mil menores desde a introdução de um “estado de emergência” nacional para combater as gangues criminosas, há quatro anos.

“Quão confiáveis são essas pesquisas?”, perguntei a Diana Cariboni, editora para as Américas da openDemocracy, enquanto ela traduzia e editava a reportagem de capa desta semana. Ao que tudo indica, são bastante confiáveis: Bukele — jovem, apoiador de Trump e entusiasta das criptomoedas — é imensamente popular em toda a América Latina, aparecendo de forma consistente com índices de aprovação superiores aos de qualquer outro líder mundial, inclusive entre eleitores de esquerda.

O que os comentaristas progressistas estão interpretando mal sobre a popularidade dos líderes autoritários? O professor Guy Standing, que cunhou o termo “precariado” para se referir à nova classe trabalhadora, tem algumas reflexões. “O precariado tem sido uma classe em formação, mas ainda não uma classe para si”, escreve Standing em um ensaio perspicaz para esta newsletter. “Isso significa, de forma simplificada, que aqueles que fazem parte dela estão mais unidos por uma política de ressentimento, centrada na insegurança crônica, do que por uma política da esperança.”

Nesse espírito, estamos lançando uma nova série na qual pedimos a pessoas que atuam na linha de frente da crise econômica e política do Reino Unido que expliquem o que acreditam que o Partido Trabalhista precisa fazer para corrigir o rumo do governo. Nesta semana, contamos com Nina Radulović, ex-trabalhadora do NHS e atualmente integrante da MedAct, falando sobre o que o novo secretário da Saúde deve fazer pelo sistema público de saúde; e com Evie Breese e Dora-Olivia Vicol, do Workers’ Rights Centre, discutindo o que o Partido Trabalhista precisa fazer em relação à imigração.

Também nesta edição: Paul Rogers analisa como o escudo antimísseis “Golden Dome”, de US$ 3,6 trilhões, proposto por Trump, corre o risco de iniciar uma nova corrida nuclear nos moldes da Guerra Fria; Sian Norris escreve sobre o sexismo inerente ao partido Reform; e Nandini Archer entrevista a ativista climática Jessica Riches sobre experiências novas, radicais e ousadas para fazer com que as mensagens sobre a crise climática consigam alcançar mais pessoas.

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