Pular para o conteúdo
O início da rebelião sudanesa
História

O início da rebelião sudanesa

As primeiras mobilizações no país aconteceram no final de 2018

Por

Via Working Class History

Tempo de leitura: 2 minutos.

Neste dia, 19 de dezembro de 2018, uma série de protestos populares irrompeu em várias cidades do Sudão, em oposição ao aumento dos preços e ao alto custo de vida. Gradualmente, eles se expandiram para a maior parte do país e se desenvolveram em um movimento que exigia a queda do então presidente sudanês, Omar al-Bashir.

Os manifestantes recorreram à desobediência civil, greves, manifestações e acampamentos, sendo em grande parte organizados por comitês de bairro, sindicatos e associações de mulheres. Dezenas de pessoas foram mortas e centenas ficaram feridas.

Em 11 de abril de 2019, o Exército anunciou a remoção do presidente Omar al-Bashir do poder e o início de um período de transição de dois anos, que terminaria com a realização de eleições para a transferência do poder. As Forças Armadas tentaram apertar seu controle e pôr fim à revolta popular, aumentando a brutalidade e lançando um massacre para dispersar um acampamento de protesto diante de seu quartel-general, após obter o apoio de regimes árabes e de governos estrangeiros.

Apesar disso, os protestos continuaram e, gradualmente, o processo de transição democrática avançou, até que os militares lançaram um golpe de Estado em 25 de outubro de 2021. O primeiro-ministro civil deposto foi logo reconduzido ao cargo, após ser forçado a assinar concessões ao Exército. As manifestações contra a medida persistiram.

Você também pode se interessar por