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A primeira greve no espaço
História

A primeira greve no espaço

O evento aconteceu em 1973 a bordo da estação espacial Skylab 4

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Via Working Class History

Tempo de leitura: 3 minutos.

Em 30 de dezembro de 1973, ocorreram negociações entre a tripulação e o controle da missão após o que tem sido descrito como a primeira greve no espaço, a bordo da estação espacial Skylab 4.

Os trabalhadores haviam sido submetidos a um cronograma extenuante, e o comandante da missão, Jerry Carr, argumentou que “nunca trabalharíamos 16 horas por dia durante 84 dias seguidos na Terra, e não deveríamos ser obrigados a fazer isso aqui no espaço”. O piloto William Pogue reclamou que eles estavam tão sobrecarregados que “não havia como [fazer] um trabalho profissional”, e que durante o primeiro mês tiveram de trabalhar inclusive nos dias de folga.

Carr acabou enviando uma mensagem afirmando: “Precisamos de mais tempo para descansar. Precisamos de um cronograma que não seja tão sobrecarregado.” Pogue disse que eles queriam ter mais tempo para “estudar as estrelas, a Terra abaixo e a nós mesmos”. O controle da missão passou a descrever a tripulação como “letárgica e negativa”.

No fim de dezembro, a tripulação teria perdido contato por rádio com o controle da missão por um período. O piloto científico Edward Gibson descreveu isso como um acidente, enquanto Carr contou ao New York Times, em entrevista, que eles deliberadamente tiraram um tempo de folga: “Olhamos pela janela, tomamos banho e fizemos esse tipo de coisa… Dissemos: ‘Queremos tempo livre para relaxar e fazer o que quisermos’.”

Posteriormente, em 30 de dezembro, ocorreram negociações, e os chefes concordaram em conceder mais tempo de descanso aos astronautas, além de permitir que eles próprios organizassem suas tarefas, em vez de serem microgerenciados. Carr relatou mais tarde que o novo arranjo “funcionou maravilhosamente bem” e ainda assim permitiu que todos os experimentos fossem concluídos.

Diversas fontes, incluindo um estudo de Harvard e o Times, descrevem o ocorrido como uma greve — algo que a NASA nega. Mas, de qualquer forma, é indiscutível que houve um conflito durante a missão entre trabalhadores e gestão e que, embora inicialmente o controle da missão estivesse disposto a ignorar as reclamações da tripulação, logo após a suposta perda de contato por rádio foi marcada uma reunião e as reivindicações dos astronautas foram atendidas.

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