Parlamento Europeu retira imunidade de eurodeputada romena de extrema direita
A votação que removeu a imunidade parlamentar de Diana Șoșoacă abre caminho para seu processo criminal na Romênia por supostamente deter um jornalista e promover o antissemitismo
Diana Șoșoacă, líder do partido ultranacionalista e populista SOS Romênia, perdeu sua imunidade parlamentar europeia na terça-feira após uma votação por maioria, segundo relatos da imprensa.
A decisão ocorre depois que a Comissão de Assuntos Jurídicos do Parlamento Europeu concluiu que as acusações contra ela têm natureza criminal e não estão relacionadas à sua atividade política, rejeitando alegações de que o caso seria politicamente motivado.
“Acabamos de votar pela retirada da imunidade da eurodeputada Diana Șoșoacă. O pedido foi aprovado por ampla maioria. O Parlamento Europeu está sempre unido em permitir que a justiça faça seu trabalho”, escreveu no Facebook o eurodeputado romeno Siegfried Mureșan, do Partido Nacional Liberal, segundo o Romania Insider.
A votação permite que promotores e tribunais romenos deem prosseguimento à investigação, já que a imunidade parlamentar deixa de protegê-la contra uma eventual acusação formal.
De acordo com o Ministério Público da Romênia, uma investigação criminal aberta em setembro abrange 11 supostos crimes.
Entre eles estão quatro acusações de privação ilegal de liberdade, relacionadas a alegações de que ela teria detido um jornalista italiano em 2021, além da suposta promoção de indivíduos condenados por genocídio e crimes de guerra e da divulgação de conteúdo antissemita.
Șoșoacă negou todas as acusações, argumentando que está sendo alvo por suas posições políticas e descrevendo o caso como prova de uma “ditadura romena e europeia”, sustentando que suas ações estão dentro do escopo da liberdade de expressão.
A eurodeputada tem sido alvo de controvérsias recorrentes tanto em seu país quanto em Bruxelas devido à sua conduta e retórica.
Em 2024, ela foi retirada de uma sessão plenária do Parlamento Europeu após interromper os trabalhos, gritar com outro parlamentar, entoar slogans religiosos e exibir um ícone religioso. O incidente consolidou sua reputação como uma das figuras políticas mais disruptivas e polarizadoras do Parlamento Europeu.
