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A revolucionária trans Sylvia Rivera
História

A revolucionária trans Sylvia Rivera

a revolucionária e ícone transgênero Sylvia Rivera, de ascendência porto-riquenha e venezuelana, nasceu em 1951

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Via Working Class History

Tempo de leitura: 2 minutos.

Em de julho de 1951, nasceu no Bronx, em Nova York, a revolucionária e ícone transgênero Sylvia Rivera, de ascendência porto-riquenha e venezuelana. (Aviso de conteúdo: abu so infantil).

Rejeitada por sua família devido ao seu comportamento considerado “afeminado”, Rivera fugiu de casa aos 11 anos e foi vítima de exploração sexual na região da Times Square.

Na década de 1960, Rivera se envolveu nos movimentos contra a Guerra do Vietnã e pela libertação negra. Mais tarde, com a Revolta de Stonewall, dedicou-se ao crescente movimento de libertação gay, participando de atividades da Frente de Libertação Gay (Gay Liberation Front) e, posteriormente, da Aliança de Ativistas Gays (Gay Activists Alliance).

Junto com sua amiga Marsha P. Johnson e outras pessoas, ela cofundou a organização Street Transvestites Action Revolutionaries (STAR) — Ação Revolucionária de Travestis de Rua — um grupo radical que arrecadava dinheiro para alugar um apartamento destinado a abrigar e apoiar jovens gays e trans sem moradia. Grande parte do financiamento vinha do trabalho sexual realizado por Rivera e Johnson.

Rivera era crítica da liderança mais de classe média e cisgênero (ou seja, não transgênero) de grande parte do movimento pelos direitos gays, especialmente quando uma lei de direitos gays que acabou sendo aprovada em 1986 excluiu as pessoas trans. Sobre isso, ela declarou:

“Eles fizeram um acordo em uma salinha dos fundos sem convidar a senhorita Sylvia e algumas das outras ativistas trans para esse acordo com esses políticos. O acordo era: ‘Vocês tiram elas de fora, e nós aprovamos a lei’.”

Após o suposto assassinato de Johnson em 1992, a vida de Rivera “saiu dos trilhos”, segundo seu amigo, o historiador Eric Marcus. Ela voltou a viver em situação de rua, morando em um píer abandonado em Manhattan e enfrentando problemas com o consumo excessivo de álcool. Mais tarde, voltou a se envolver com o movimento e, em 2001, relançou a STAR, agora com o nome Street Transgender Action Revolutionaries (Ação Revolucionária de Pessoas Transgênero de Rua), mas morreu no ano seguinte, em 2002, vítima de câncer no fígado.

Hoje, Sylvia Rivera é lembrada como uma das ativistas fundamentais que “garantiram que houvesse um ‘T’ junto do ‘LGB…’”.

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