Marsha P. Johnson, a lendária ativista negra e trans da Rebelião de Stonewall
Em 1969, ela participou da Rebelião de Stonewall, quando mulheres trans, lésbicas e homens gays reagiram a uma batida policial em um bar frequentado pela comunidade LGBT
Neste dia, 24 de agosto de 1945, nasceu em Elizabeth, Nova Jersey, a lendária ativista negra e trans e participante da Rebelião de Stonewall, Marsha P. Johnson, filha de um trabalhador da indústria automobilística e de uma empregada doméstica.
Johnson trabalhou como profissional do sexo e se apresentava como drag queen. Em 1969, participou ativamente da Rebelião de Stonewall, quando mulheres trans, lésbicas e homens gays reagiram a uma batida policial em um bar frequentado pela comunidade LGBT.
Johnson participou da Frente de Libertação Gay (Gay Liberation Front) e, junto com sua amiga Sylvia Rivera, fundou a Street Transvestite Action Revolutionaries (STAR), um grupo radical que oferecia abrigo a jovens queer em situação de rua, profissionais do sexo e pessoas trans. A organização era financiada pelo trabalho sexual de Johnson e Rivera, o que esteve na origem de muitas das mais de 100 prisões de Johnson.
Mais tarde, Johnson também passou a atuar junto à ACT UP, organização que realizava ações diretas contra a crise da AIDS, até sua morte em circunstâncias suspeitas, em 1992.
Embora o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) tenha inicialmente classificado sua morte como suicídio, seus amigos e companheiros de militância afirmavam categoricamente que ela não tinha tendências suicidas e que o grave ferimento na cabeça que sofreu indicava que havia sido assassinada.
Em 2012, ativistas conseguiram pressionar o NYPD a reabrir o caso como uma possível ocorrência de homicídio.
