A greve geral francesa de 2006
Protestos em escala nacional ocorreram na França entre fevereiro e abril de 2006, em oposição a uma medida que visava desregulamentar as relações de trabalho
Neste dia, 7 de fevereiro de 2006, 400 mil pessoas em 187 cidades de toda a França participaram da primeira mobilização contra a lei do CPE do governo, que daria aos empregadores o direito de demitir trabalhadores de 18 a 26 anos sem aviso prévio nem justificativa.
Novas ações se seguiram. Sindicatos estudantis e de trabalhadores realizaram um segundo dia de mobilização, durante o qual um milhão de pessoas foram às ruas. Quase todas as universidades do país foram ocupadas por estudantes e trabalhadores em greve, enquanto alunos, pais e professores passaram a ocupar escolas. Os manifestantes realizaram assembleias gerais, nas quais coordenavam de forma democrática as ocupações e a resistência.
O governo afirmava que a lei ajudaria jovens empobrecidos das banlieues (conjuntos habitacionais periféricos). No entanto, jovens das banlieues aderiram às manifestações e ajudaram outros jovens a enfrentar a polícia.
Em 28 de março, foi convocada uma greve nacional, e centenas de milhares de pessoas cruzaram os braços, enquanto 3 milhões marcharam nas ruas. Muitas pequenas cidades, com apenas 10 a 15 mil habitantes, tiveram protestos de milhares de pessoas.
Os manifestantes passaram a provocar interrupções no transporte com marchas não autorizadas, além de grandes bloqueios de rodovias, estações ferroviárias e até pistas de aeroportos. Greves selvagens eclodiram, e novas greves gerais passaram a ser planejadas pelos sindicatos.
