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O massacre de Hebron de1994
História

O massacre de Hebron de1994

O assassinato de 29 civis palestinos aconteceu na mesquita conhecida como Caverna dos Patriarcas

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Via Working Class History

Tempo de leitura: 2 minutos.

Neste dia, 25 de fevereiro de 1994, um sionista norte-americano de 37 anos massacrou 29 civis palestinos e feriu mais de 100 enquanto rezavam em uma mesquita na cidade de Hebron, durante o Ramadã, o mês sagrado muçulmano.

O atirador entrou na Mesquita Ibrahimi, também conhecida como Caverna dos Patriarcas, e massacrou os fiéis até que membros da multidão conseguiram desarmá-lo e matá-lo. Em seguida, protestos eclodiram contra os assassinatos do lado de fora da mesquita, e o Exército israelense respondeu matando manifestantes tanto em frente à mesquita quanto nas proximidades de um hospital e em um cemitério local, enquanto os mortos estavam sendo enterrados.

Os palestinos estimam o número de mortos entre 50 e 70, com 250 feridos, e alguns sobreviventes acreditam que havia um segundo atirador que nunca foi capturado. Muitos sobreviventes também acreditam que os militares israelenses estiveram envolvidos no ataque. Um deles, Kamal Abdeen, que ficou paralisado no tiroteio, disse à Al Jazeera: “Os soldados sempre nos revistavam antes de entrarmos na mesquita e tínhamos que passar por um detector de metais”. Mas “naquele dia a máquina estava desligada e ninguém nos revistou. Havia menos soldados do que o habitual e eles estavam relaxados e rindo”.

Após o massacre, as autoridades israelenses fecharam à força mais de 500 comércios locais e isolaram grandes partes da área para os palestinos. Também dividiram a mesquita em duas partes, sendo a maior delas agora reservada exclusivamente a colonos judeus e visitantes.

Um número significativo de cidadãos israelenses também celebrou o massacre, e muitos extremistas sionistas foram prestar homenagem no túmulo do assassino. Um deles foi Itamar Ben-Gvir, que visitou o túmulo em seu primeiro encontro com sua futura esposa e também manteve por muitos anos uma foto do assassino pendurada na parede de sua sala de estar. Em 2021, Ben-Gvir foi eleito para o parlamento de Israel e, no ano seguinte, tornou-se ministro da Segurança Nacional.

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