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A greve geral dinamarquesa de 1998
História

A greve geral dinamarquesa de 1998

O movimento exigiu uma jornada máxima de 35 horas semanais, uma semana adicional de férias remuneradas e um aumento salarial de 6%

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Via Working Class History

Tempo de leitura: 2 minutos.

Em de abril de 1998, uma greve geral no setor privado eclodiu na Dinamarca, envolvendo cerca de um quinto da força de trabalho do país. Embora a economia estivesse em crescimento — com os lucros das empresas tendo dobrado nos cinco anos anteriores — os salários e as condições de trabalho não haviam melhorado.

Empregadores e dirigentes sindicais chegaram a um acordo com melhorias modestas nas condições de trabalho, mas este foi rejeitado pela maioria dos sindicalizados. Como resultado, os sindicatos foram obrigados a convocar a greve, exigindo uma jornada máxima de 35 horas semanais, uma semana adicional de férias remuneradas e um aumento salarial de 6%. Alguns sindicatos, como o das trabalhadoras, exigiam ainda mais — até 20 dias adicionais de férias.

Cerca de meio milhão de trabalhadores cruzaram os braços, afetando gravemente setores como construção, indústria, transporte aéreo, alimentação, mídia e transporte. Muitas lojas e bares também fecharam. O abastecimento de bens essenciais, como alimentos e combustível, passou a ser organizado pelos sindicatos, que garantiram a distribuição de comida e o fornecimento de combustível para serviços de emergência.

Enquanto isso, sindicatos do setor público se recusaram a consultar suas bases, apesar de afirmarem apoiar as reivindicações. A mídia demonizou os grevistas e, em 5 de maio, os empregadores começaram a aplicar lockouts contra dezenas de milhares de trabalhadores. Em 7 de maio, o governo social-democrata condenou a greve, declarou-a ilegal e ofereceu apenas dois dias adicionais de férias remuneradas por ano.

Sob pressão, as lideranças sindicais aceitaram o acordo sem consultar os trabalhadores e orientaram o retorno ao trabalho. A maioria voltou às atividades em 11 de maio, embora alguns grupos tenham realizado paralisações menores em protesto contra o acordo.

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