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A Federação Operária Regional Argentina
História

A Federação Operária Regional Argentina

A organização estava comprometida com os métodos de organização dos trabalhadores e com a ação direta como principais armas na luta contra o Estado

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Via Working Class History

Tempo de leitura: 3 minutos.

Em 25 de maio de 1901, 27 sindicatos de toda a Argentina reuniram-se e fundaram a Federação Operária Argentina (FOA), uma organização sindical revolucionária anarquista que mais tarde seria rebatizada como Federação Operária Regional Argentina (FORA).

A organização estava comprometida com os métodos de organização dos trabalhadores e com a ação direta como principais armas na luta contra o Estado.

Em outubro daquele mesmo ano, a FOA organizou sua primeira greve geral: uma paralisação de 24 horas em solidariedade aos trabalhadores de uma refinaria de açúcar em greve na cidade de Rosario, onde um dos operários havia sido morto pela polícia.

Em 1902, a federação organizou uma greve geral dos padeiros para exigir a libertação de dois membros do sindicato da categoria que haviam sido presos. A polícia invadiu a sede da FOA, e um grande número de sindicalistas foi preso e torturado, o que acabou enfraquecendo e derrotando a greve. Pouco depois, os estivadores ligados à FOA também cruzaram os braços.

Na tentativa de conter a crescente onda de greves, o governo aprovou a chamada Lei de Residência (Ley de Residencia), que permitia a deportação rápida de imigrantes considerados “indesejáveis” — sobretudo anarquistas e ativistas sindicais. Em seguida, foi decretado estado de sítio, e a maioria das sedes sindicais e publicações radicais foi fechada.

Apesar da repressão, a organização continuou crescendo e, em 1904, passou a se chamar Federação Operária Regional Argentina (FORA). A FORA organizou diversas outras greves gerais e sobreviveu a repetidas invasões policiais e ataques promovidos por grupos de extrema direita.

Na década de 1920, diante do desemprego em massa, a federação lançou uma campanha pela implantação de uma jornada máxima de seis horas de trabalho.

Uma nova onda de greves eclodiu em 1929. No entanto, pouco depois, em 1930, ocorreu o golpe de Estado liderado pelo general José Félix Uriburu. O regime de Uriburu decretou lei marcial e desencadeou uma campanha de terror contra o movimento anarquista e a classe trabalhadora, incluindo o uso sistemático da tortura e execuções secretas.

Essa repressão acabou destruindo tanto a FORA quanto o movimento anarquista argentino de forma mais ampla.

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