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Ministro israelense de extrema direita zomba de prisioneira palestina por denunciar as duras condições na prisão
Antifascismo

Ministro israelense de extrema direita zomba de prisioneira palestina por denunciar as duras condições na prisão

Mulher palestina presa em Israel diz a Itamar Ben-Gvir que sofre de depressão e enfrenta a falta de alimentação adequada e de água potável

Por e

Via Anadolu

Tempo de leitura: 3 minutos.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, conhecido por suas posições extremistas, zombou de uma prisioneira palestina depois que ela reclamou das duras condições de detenção e da falta de itens básicos, dizendo que “a prisão não é um hotel”.

O diálogo, divulgado pelo próprio Itamar Ben-Gvir em seu canal no Telegram na sexta-feira, aparece em um vídeo gravado dentro de uma prisão israelense.

Falando por meio de um intérprete, Ben-Gvir perguntou à prisioneira como ela estava.

Ela respondeu que não estava bem, que havia desenvolvido depressão e sofria danos psicológicos.

— Como estão as condições de detenção aqui? — perguntou então Ben-Gvir.

— Não há comida boa, nem água limpa, não há nada — respondeu ela.

— A comida não deve ser boa. Isto não é um hotel, retrucou Ben-Gvir. Quem faz esse tipo de coisa deve pensar nas consequências. Qualquer pessoa que cometa um crime precisa aprender, especialmente se for contra o povo de Israel.

Ele acrescentou:

— Isto não é um hotel. Já foi um dia, mas não é mais. Você deveria pensar no que fez.

Ben-Gvir tornou-se conhecido por declarações racistas e depreciativas contra os palestinos. Em 2023, afirmou:

“O direito meu, da minha esposa e dos meus filhos de circular pela Cisjordânia é mais importante do que o dos árabes.”

Em maio deste ano, seu gabinete divulgou um vídeo em que ele zombava dos participantes de uma flotilha de ajuda humanitária destinada à Faixa de Gaza, que foi atacada ilegalmente por Israel em águas internacionais. Enquanto obrigava os detidos da missão humanitária a permanecerem ajoelhados, com as mãos amarradas e ouvindo o hino nacional israelense, Ben-Gvir declarou:

“Bem-vindos a Israel. Aqui, os donos somos nós.”

Desde que assumiu o cargo, no fim de 2022, Ben-Gvir endureceu as condições impostas aos prisioneiros palestinos, adotando medidas que, segundo organizações de direitos humanos, incluem privação de alimentos, negligência médica, tortura e confinamento solitário.

Recentemente, ele chegou a propor a instalação de crocodilos do lado de fora das prisões que abrigam palestinos como medida de segurança.

Segundo organizações palestinas e israelenses de direitos humanos, Israel mantém cerca de 9.500 prisioneiros palestinos, entre eles 94 mulheres e mais de 350 crianças, que enfrentam condições de fome, tortura e negligência médica.

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