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Ministro da Defesa da Alemanha considera restringir informações a governos estaduais liderados pela extrema direita AfD
Extrema Direita

Ministro da Defesa da Alemanha considera restringir informações a governos estaduais liderados pela extrema direita AfD

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, afirmou no domingo que o governo federal está considerando não compartilhar informações com ministros de administrações estaduais caso elas sejam formadas pelo partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD)

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Via Euractiv

Tempo de leitura: 2 minutos.

Pesquisas indicam que a AfD pode conquistar uma maioria absoluta nas eleições estaduais da Saxônia-Anhalt em setembro, o que permitiria ao partido formar pela primeira vez um governo estadual.

No sistema federal alemão, os governos dos estados (Länder) possuem amplos poderes em diversas áreas, incluindo a atuação das polícias e dos serviços de inteligência.

Questionado pelo jornal Bild se um governo estadual da AfD teria consequências para as bases militares nesses estados, Pistorius respondeu:

“Estamos analisando muito de perto a questão de a quem podemos conceder acesso a informações classificadas. Somos obrigados a fazer isso porque se trata da segurança do nosso país.”

Pistorius, que pertence ao Partido Social-Democrata (SPD), de centro-esquerda, afirmou que se sentiria desconfortável em transmitir informações sigilosas a um ministro estadual da AfD.

“Basta ouvir as declarações públicas de muitos, muitos representantes da AfD. A proximidade deles com Putin é impossível de ignorar”, afirmou, referindo-se ao presidente russo, Vladimir Putin.

A AfD é frequentemente criticada por seus vínculos próximos com Moscou.

Outro estado do leste alemão onde a AfD possui forte apoio, Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, também realizará eleições em setembro.

Nesse estado, o partido igualmente lidera as pesquisas, mas é considerado menos provável que consiga uma maioria absoluta.

Desde que ficou em segundo lugar nas eleições gerais do ano passado, a AfD vem crescendo constantemente nas pesquisas nacionais, enquanto a aliança de centro-direita CDU/CSU, do chanceler Friedrich Merz, perdeu apoio e caiu para a segunda posição.

Uma pesquisa nacional publicada no domingo mostrou a AfD com uma vantagem de oito pontos percentuais sobre a CDU/CSU, com os partidos registrando respectivamente 29% e 21% das intenções de voto.

No sábado, dezenas de milhares de manifestantes tomaram as ruas da cidade alemã de Erfurt, bloqueando vias importantes e interrompendo o transporte público, mas não conseguiram impedir a realização de um congresso da AfD.

Os líderes do partido, Alice Weidel e Tino Chrupalla, foram reeleitos para mais dois anos à frente da legenda, como esperado.

Weidel recebeu 81% dos votos e Chrupalla 70%, uma inversão em relação à votação anterior, realizada dois anos antes, quando Chrupalla havia obtido mais votos.

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