Nunca Mais é Agora: por que a Europa Precisa Retomar a Luta Antifascista
Um manifesto antifascista da esquerda europeia
Em grande parte da Europa, os dias 8 e 9 de maio marcam o aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial e da libertação da Europa do fascismo. Para a esquerda, isso não pode ser apenas um ato de memória. É um chamado para continuar a luta por uma Europa pacífica e antifascista.
Em 16 de maio de 1945, os sobreviventes do campo de concentração de Mauthausen — onde cerca de 100 mil pessoas de mais de 40 nacionalidades foram assassinadas — dirigiram-se ao mundo com estas palavras:
“Nós, prisioneiros libertados de Mauthausen, juramos diante do mundo:
Continuaremos no caminho comum dos povos livres de todas as nações.
Estamos determinados a prosseguir a luta contra o imperialismo e o ódio nacionalista.
A construção de um novo mundo de paz e liberdade é o nosso objetivo.”
Os sobreviventes dos campos de concentração de Dachau, Buchenwald e Ravensbrück dirigiram-se à humanidade em termos semelhantes. Seu legado ainda não foi cumprido.
Quando a coalizão aliada anti-Hitler alcançou a vitória sobre a barbárie nazista, mais de 50 milhões de pessoas já haviam perdido suas vidas — nos campos de concentração e nas prisões, nos campos de batalha e nas cidades destruídas.
Hoje, guerras voltam a se espalhar pelo mundo, obrigando milhões de pessoas a abandonar suas casas. Uma nova corrida armamentista está se intensificando, aumentando o risco de uma nova guerra mundial, enquanto movimentos neofascistas avançam por toda a Europa e além dela. Esses acontecimentos exigem vigilância, solidariedade e a mobilização dos povos em todos os lugares.
“Nunca mais a guerra — nunca mais o fascismo”, juraram os prisioneiros libertados e os sobreviventes.
Hoje sabemos: “Nunca mais” não é um slogan sobre o passado. Nunca mais é agora.
