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A Revolução Haitiana
História

A Revolução Haitiana

A rebelião que expulsou o colonialismo francês do pais caribenho

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Via Working Class History

Tempo de leitura: 1 minutos.

Em 21 de agosto de 1791, teve início a Revolução Haitiana, quando africanos escravizados se levantaram nas plantações do norte da então colônia francesa conhecida como São Domingos.

O historiador C. L. R. James explicou como as pessoas escravizadas prepararam a revolta:

“O vodu era o meio utilizado para a conspiração. Apesar de todas as proibições, os escravizados viajavam por quilômetros para cantar, dançar, praticar os rituais e conversar; e agora, desde o início da revolução, para ouvir as notícias políticas e fazer seus planos.”

Então, quando a rebelião começou:

“Os escravizados destruíam incansavelmente. Como os camponeses da Jacquerie ou os destruidores ludistas, buscavam sua salvação da maneira mais óbvia: destruindo aquilo que sabiam ser a causa de seus sofrimentos; e, se destruíram muito, foi porque haviam sofrido muito. Sabiam que, enquanto aquelas plantações existissem, seu destino seria trabalhar nelas até cair. A única saída era destruí-las. De seus senhores, haviam conhecido o estupro, a tortura, a degradação e, à menor provocação, a morte. Retribuíram na mesma moeda.”

Ao longo dos 13 anos seguintes, os rebeldes acabariam por derrubar a escravidão e criar a primeira república negra do mundo. Seu exército revolucionário também derrotou as forças coloniais espanholas no que hoje é a República Dominicana, assim como o exército britânico, que veio em auxílio dos colonizadores.

Os Estados Unidos temiam que a revolução pudesse se espalhar entre as pessoas escravizadas dentro de suas próprias fronteiras e se recusaram a reconhecer a república, fazendo isso somente em 1862.

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