Neste dia, 8 de março de 1917, milhares de donas de casa e operárias em São Petersburgo, na Russia, desafiaram os apelos dos líderes sindicais por calma e foram às ruas contra os altos preços e a fome, dando início à Revolução de Fevereiro (assim chamada por causa do calendário diferente usado na época). Antes de o protesto ocorrer, até mesmo os bolcheviques o consideravam imprudente.
As mulheres na Rússia já marcavam o Dia Internacional das Mulheres no final de fevereiro de cada ano desde 1913 (segundo o calendário antigo), seguindo o exemplo das mulheres nos EUA, que começaram a realizar eventos anuais no último domingo de fevereiro em 1909.
Em 9 de março, 200 mil trabalhadores juntaram-se às mulheres em greve, gritando slogans contra o czar e contra a guerra. Algumas unidades militares começaram a se juntar aos trabalhadores e, em 15 de março, o czar Nicholas II foi forçado a abdicar.
No primeiro aniversário desse acontecimento, mulheres na Austria saíram às ruas pela primeira vez para celebrar o Dia Internacional das Mulheres nessa data.
Em 1922, comunistas chineses começaram a celebrar o Dia Internacional das Mulheres e, com a ajuda de Clara Zetkin, o 8 de março foi declarado feriado nacional na União Soviética. Posteriormente, a celebração se espalhou para muitos outros países, principalmente no antigo bloco soviético até a década de 1960.
Por volta de 1967, a data começou a ser reconhecida também em outros países. O motivo de sua retomada nos EUA não é totalmente claro, mas uma das teorias é que um grupo de mulheres da University of Illinois, incluindo filhas de comunistas, teria sido responsável por isso.
