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O  ataque sionista contra o USS Liberty
História

O ataque sionista contra o USS Liberty

O ataque aconteceu durante a Guerra dos Seis Dias e matou 34 pessoas

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Via Working Class History

Tempo de leitura: 3 minutos.

Neste dia, 8 de junho de 1967, as forças israelenses atacaram o navio de pesquisa da Marinha dos EUA, o USS Liberty, matando 34 pessoas e ferindo 171.

O Liberty estava na costa de El Arish, no Egito, sob comando da Agência de Segurança Nacional. Sua missão era monitorar as comunicações durante a Guerra dos Seis Dias entre Israel e os países árabes, incluindo Síria, Egito e Jordânia.

Primeiro, o navio foi atacado por via aérea, depois por torpedos e artilharia. Gravemente danificado, a tripulação lançou três botes salva-vidas, mas estes também foram atacados, o que é considerado um crime de guerra segundo o direito internacional.

Embora as investigações oficiais dos EUA e de Israel tenham concluído que o ataque foi acidental, já que as forças israelenses acreditavam que o navio fosse egípcio, outros discordam. O jornalista James Bamford, em seu livro *Body of Secrets*, argumentou que a capacidade do *Liberty* de interceptar as comunicações de Israel poderia ter sido a motivação para o ataque, a fim de encobrir crimes de guerra, como o massacre de prisioneiros egípcios desarmados em El Arish.

O vice-diretor da NSA, Louis Tordella, descreveu a investigação preliminar realizada pelas forças armadas israelenses como “uma bela encenação”, e o secretário de Estado dos EUA, Dean Rusk, declarou: “Nunca fiquei satisfeito com a explicação israelense… Não acreditei neles na época e não acredito neles até hoje. O ataque foi ultrajante.”

A investigação dos EUA sobre o incidente foi realizada em segredo, e os sobreviventes receberam ordens de silêncio que os proibiam de falar sobre o que ocorreu. Apesar das ordens de silêncio, os sobreviventes do ataque, que fundaram a Associação de Veteranos do Liberty, continuam exigindo uma investigação transparente sobre o incidente.

O presidente da organização disse ao The Intercept: “Sabemos agora que o Tribunal de Inquérito da Marinha foi meramente para aparência, já que os oficiais receberam ordens para chegar à conclusão de que o Liberty cumpriu [sua] missão e que o ataque foi acidental.” Alguns sobreviventes do ataque foram acusados de antissemitismo por falarem sobre suas experiências.

Até o momento da redação deste artigo (2024), a NSA ainda mantém em segredo seus arquivos sobre o ataque.

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