Os mártires da “Freedom Summer”
Os três assassinado trabalhavam na campanha “Freedom Summer”, tentando registrar eleitores negros no Mississipi nos anos 1960
Em 21 de junho de 1964, três ativistas dos direitos civis foram assassinados pela polícia e por membros da Ku Klux Klan no Mississippi. James Earl Chaney, um negro de 21 anos, ex-pedreiro sindicalizado e organizador do Congresso pela Igualdade Racial (CORE), da vizinha Meridian, no Mississippi; Andrew Goodman (na foto, embaixo, à esquerda), um estudante judeu de antropologia de 20 anos, de Nova York; e Michael “Mickey” Schwerner, um judeu de 24 anos, organizador do CORE e ex-assistente social de Nova York, foram linchados na noite de 21 para 22 de junho por membros dos Cavaleiros Brancos do Mississippi da Ku Klux Klan, do Gabinete do Xerife do Condado de Neshoba e do Departamento de Polícia de Filadélfia, localizado em Filadélfia, Mississippi.
Os três vinham trabalhando na campanha “Freedom Summer”, tentando registrar eleitores negros.
Embora sete dos assassinos tenham acabado sendo presos sob acusações federais de violação dos direitos civis, o estado do Mississippi não processou ninguém pelos assassinatos até 2005, quando finalmente acusou um dos assassinos de homicídio culposo. Ele foi então condenado a 60 anos de prisão.
O irmão mais novo de Chaney, Ben, juntou-se posteriormente ao Partido dos Panteras Negras e ao grupo de guerrilha urbana Exército de Libertação Negra, pelo que acabou cumprindo 13 anos de prisão.
